DIABETES MELLITUS



É uma síndrome de fatores múltiplos, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina de exercer adequadamente seus efeitos.

Caracteriza-se pela presença de hiperglicemia crônica (glicose alta no sangue) com distúrbios no metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas (nutrientes essenciais em uma dieta).

O diabético do tipo I não produz insulina, e as injeções são essenciais para a sua sobrevivência.

Diabetes tipo II resulta, em geral, de graus variáveis de resistência à insulina e deficiência relativa na secreção de insulina. 

O diabético tipo II produz insulina, mas o organismo não se mostra sensível ao hormônio. O corpo então passa a produzi-lo cada vez mais, para compensar a resistência, mas a resistência vai aumentando e pode ocorrer falência do pâncreas. A ação da insulina é progressivamente perdida, impedindo a passagem do açúcar do sangue para as células. O fígado tenta compensar e aumenta a produção de açúcar, o que leva ao acúmulo no sangue.

Os fatores relacionados à predisposição do aparecimento do Diabetes tipo II são:
hereditariedade (genética);
obesidade;
hábitos alimentares;
situação socioeconômica;
estresse e
sedentarismo (falta de atividade física regular).

O controle do diabetes não pode ser atingido sem um planejamento alimentar adequado. A dieta para o indivíduo com diabetes objetiva contribuir para a normalização da glicemia (níveis de glicose no sangue), atingir e manter o peso corpóreo adequado, diminuir os fatores de risco cardiovasculares e prevenir as complicações agudas e crônicas da doença.

Recomendações nutricionais para os indivíduos com diabetes:

- A ingestão de carboidratos deve representar 50 a 60% do valor calórico total da dieta (arroz, pão, bolacha, farinhas, entre outros), dando preferência aos alimentos ricos em fibras (integrais) e restringindo o consumo de açúcares simples (açúcar refinado, açúcar adicionado nos alimentos, doces em geral) que devem representar, no máximo, 10%;
- Deve haver o consumo de duas a quatro porções de frutas diariamente, sendo que, pelo menos, uma delas deve ser rica em vitamina C (frutas cítricas);
- Deve haver o consumo de três a cinco porções de hortaliças ao dia (verduras e legumes);
- As gorduras deverão representar menos de 30% do valor calórico total da dieta, sendo que as gorduras saturadas (analise os rótulos dos alimentos) não devem ultrapassar 10% do valor calórico diário, o que significa que a maioria dos diabéticos deve evitar a ingestão de alimentos gordurosos, tais como: carnes gordas, embutidos, produtos lácteos integrais, frituras, gordura proveniente de coco, molhos, cremes e doces ricos em gordura, além de alimentos refogados ou temperados com excesso de óleo;
- Deve-se ter atenção ao consumo adequado de proteínas, cuidando com o excesso de carnes, ovos, leite e derivados.

O ideal é procurar um especialista, de preferência um nutricionista, para orientar sobre os tipos de alimentos e as quantidades certas para o consumo, além de esclarecer dúvidas, baseando suas orientações nas características individuais de cada paciente.


Texto baseado no artigo "Comportamento alimentar de indivíduos diabéticos" (Braz. J. Food Technol., II SSA, janeiro 2009).


Fabiana dos Reis Ayres
Nutricionista
CRN2 6314
Especialista em Nutrição Clínica e Terapêutica Nutricional.
Especialista em Qualidade de alimentos
Autora do livro e cd "Lili e a alimentação saudável".
Idealizadora do Espetáculo teatral musical infantil "Lili e o desafio da pirâmide alimentar".

Publicado em 01/04/2011





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